segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Comemoração do Dia do Yôga!


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Shiva Natarája

Natarája é uma das mais antigas representações de Shiva. O Yôgin que manttiver o foco da sua atenção e pensamentos em Shiva Natarája, o criador do yôga como o rei dos bailarinos, terá um poderoso canal de acesso ao inconsciente coletivo para encontrar maior identificação com as origens ancestrais do Yôga.

O termo Natarája além de ser traduzido como o Rei dos Bailarinos, pode significar também "o bailarino dos reis" ou "o bailarino real". Isso nos faz pensar que Shiva era o dançarino oficial da corte no período em que viveu.

As estátuas de Shiva Natarája apresentam um homem com quatro braços, estável sobre uma só perna e pisoteando um anão. Um erro muito comum é o de supor que se trata de uma mulher devido à posição arqueada de quadris que o personagem executa. Isso se explica quando descobrimos que, na verdade, essa foi a forma que o escultor encontrou para representar movimento, ou seja, Shiva está dançando. Os cabelos soltos e os dois braços a mais também estão aí para simbolizar essa mesma idéia de movimento.

A tradição conta que Shiva executa o Tándava, uma dança tradicional indiana na qual apenas os homens podem participar e que é feita percutindo-se os pés no chão com força. Até hoje, a única mulher autorizada a dançar o Tándava foi Kálí . Além do abhaya mudrá, encontramos na escultura de Shiva Natarája vários outros símbolos.

Avídya
A ignorância é representada aqui na forma de um anão. Avídya é o demônio da ignorância (a – sem; vídya – conhecimento) e sua coluna é estraçalhada pela dança de Shiva, que o pisoteia e o mantém subjugado através de sua dança. As estátuas mais detalhadas mostram que, apesar de ser uma coisa anã, baixa, Avídya porta uma faca e uma serpente peçonhenta, como que a avisar sobre o quanto a ignorância pode ser perigosa.

Nága
A naja é a mais perigosa das serpentes. Nas pinturas de Shiva do Hinduísmo ele sempre é retratado com várias serpentes enroladas nos braços, tornozelos, cabelos e no pescoço. Ao ser retratado assim, os artistas queriam mostrar que Shiva conquistou a morte. Mas Nága tem um significado mais interessante em nosso contexto. A serpente enroscada é uma alusão à kundaliní, uma energia física, de natureza neurológica e de manifestação sexual. Amestrar a kundaliní é passo fundamental da prática de qualquer metodologia séria de Yôga.

Agni
Shiva é o nome do criador do Yôga mas ele representa também as forças de renovação da natureza no Hinduísmo. O fogo é seu símbolo, pois os povos antigos perceberam que algumas sementes somente germinavam após um incêndio ter devastado a floresta. O fogo foi então visto como o elemento que destrói o que é antigo para desencadear a mudança e fazer florescer o novo. Na imagem de Shiva Natarája, Agni aparece sendo portado na mão esquerda de Shiva e também na forma de um círculo em chamas que envolve toda a figura.

Damaru
O pequeno tambor de duas faces na mão direita de Shiva é o Damaru. Como a figura está dançando, é óbvio supor que Shiva dança embalado pelo som de alguma música, e o damaru é o instrumento que ele toca. No Hinduísmo explica-se que a dança de Shiva sustenta o Universo, e que o som do damaru marca os ritmos cósmicos, mas essas explicações parecem não se enquadrar na linguagem naturalista dos textos de orientação Sámkhya, como os do SwáSthya Yôga.

Gañgá
O rio Ganges é considerado sagrado para os Hindus e faz parte de diversas cerimônias do cotidiano dos indianos. Nas escrituras, a morada de Shiva é situada nos altos do Himalaya, um conjunto de montanhas que separa o subcontinente indiano do Tibete. Pois é no degelo dos Himalayas que o rio Ganges tem sua nascente e, por isso, a imagem de que o Gañgá repousa nos cabelos de Shiva.

Dhyána - Ásana - Yôganidrá

Em SwáSthya Yôga, reconhecem-se três estados de consciência, absolutamente distintos e, se fosse possível concebermos três opostos, eles o seriam.

O primeiro é o estado de consciência de ásana, que é o procedimento orgânico (posição física). Este se caracteriza pela identificação perfeita do praticante com seu corpo. Pode-se dizer que nesse estado ele está literalmente dentro do corpo e que ele é o corpo. Ele sente seu sangue circular, o tato do ar percorrendo os condutos respiratórios até o mais recôndito alvéolo pulmonar. Vê suas células e dialoga com elas. Passa a compreender a linguagem do corpo cujo código não é verbal, mas se expressa pelo ritmo e pela pulsação, para finalmente obter a identificação total com seus tecidos e órgãos. Nesse estado, o self é o corpo e o que ele determinar o organismo obedecerá prazerosamente.

O segundo a ser obtido é o estado de consciência de yôganidrá (descontração yôgi). Trata-se do oposto. O praticante está fora do corpo. Não é e nada tem a ver com ele. O corpo jaz inerte e o Yôgin, em estado de relax, flutua além dele. O corpo não lhe faz falta nesse estado. As viagens astrais se processam nesse estado, pois o psiquismo já está desligado do organismo físico.

O terceiro estado também poderia ser o oposto do primeiro, todavia o seria também ao segundo, pois em consciência de meditação o praticante está profundamente adentrado em si prórpio, não se exterioriza, mas também não tem nada a ver com o seu corpo. Está desligado do físico, não é ele, não precisa dele e, não obstante, está ali mesmo. Constitui um estado de quietude exterior e interior altamente dinâmico, mas sem busca ou trabalho motivado por ambição ou ansiedade. A característica principal é a auto-satisfação, a estabilidade e o conhecimento. Não se deve confundir isso com êxtase nem com ênstase, que é um estágio mais avançado da própria meditação, ou talvez fosse melhor definir: a meditação é o prefácio do ênstase (samádhi) ou consciência cósmica.

Realmente só se chega à plena compreensão destas explanações no momento do primeiro vislumbre vivencial de cada um destes estados. A simples leitura apenas ilustra, mas nada ensina.

(...)

Como observação final, alerto os praticantes de SwáSthya e outras modalidades de Yôga, a não confundir relaxamento com meditação, pois embora sejam diametralmente opostos, na prática temos recebido alunos que já praticavam antes e que realmente não conseguiam distinguir a meditação do relaxamento e pretendiam meditar deitados ou relaxar sentados.

Trecho extraído do livro Prontuário de Yôga Antigo - 5a. edição, do Mestre DeRose. Editora Ground.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Prepare-se para o Super Sábado em Higienópolis


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Esse curso você não pode perder!


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A árvore do Yôga

Recentemente, uma conhecida revista brasileira publicou uma versão da árvore do Yôga. Claramente inspirada pelo quadro desenvolvido pelo Mestre DeRose para seu curso homônimo, esta que foi publicada contém tantos erros que assumi a missão de reapresentá-la, agora com uma formatação mais próxima da realidade.

Primeira coisa que salta aos olhos: Todos que afirma que o Rája Yôga é o Yôga mais antigo dizem que ele é do século III a.C. Ao mesmo tempo, os mesmos autores dizem que o Yôga surgiu há mais de 5.000 anos (a autora da matéria citada afirma que o Yôga surgiu há 6.000 anos).

Mas espere só um minuto! Como pode o Yôga mais antigo ter surgido há 2.308 anos (século III a.C.) se o Yôga surgiu há 5.000 ou 6.000 anos atrás??? Será que nos cursos de formação de instrutores de Yôga matématica não faz parte do currículum? O que aconteceu com os 2.692 anos antes do Rája Yôga surgir?

A resposta é óbvia e salta aos olhos. O Rája Yôga, ou o Yôga Clássico não é o mais antigo. Antes dele haviam os tradicionais oito ramos do Yôga Pré-Clássico. Em tempo! O Hatha não faz parte desses oito, por mais que insistam em colocá-lo lá. Confira isso no quadro abaixo!


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma nova visão sobre "salvar o planeta"